21 de julho de 2011

Abandono de imóvel público preocupa usuários

Sem vigilância há quatro meses, ausência do serviço na rodoviária tem contribuído para  a depredação do imóvel


















Empresas que ocupam a sede da nova rodoviária municipal, funcionários que trabalham no prédio e passageiros que diariamente passam pelo local estão preocupados com a situação de abandono do imóvel.
Dos seis holofotes que deveriam iluminar a área de embarque e desembarque apenas dois estão em perfeito funcionamento. Durante a noite, os ônibus têm estacionado em meio ao escuro. Os banheiros estão com todas as portas sem trancas, boa parte das torneiras foram quebradas e a maioria das lâmpadas, queimadas, ainda não foram substituídas. “As portas dos banheiros estão amarradas com cordas, o chão está sem azulejo e muitas lâmpadas estão queimadas”, reclama um dos funcionários que atua no prédio.
O vandalismo e a falta de manutenção são os principais problemas que afetam o ambiente. Cadeiras foram levadas do local, o que aconteceu também até com um dos corrimãos do imóvel, vidros foram quebrados e até mesmo torneiras foram retiradas de seu local de origem.
Para piorar a situação, o telhado aponta sinais de apodrecimento em alguns pontos, enquanto que em outros virou abrigo para passarinhos.
O serviço de vigilância que ocorria no período noturno no prédio foi suspenso pela prefeitura, o que facilita a ação das pessoas que têm depredado o espaço. Esse é o maior problema apontado pelas pessoas que trabalham no local. “A prefeitura deixou de pagar o vigia há quatro meses. Hoje pagamos um vigia por conta própria, mas este não fica a noite inteira aqui, somente passa de vez em quando, o que não tem sido suficiente para garantir a integridade da rodoviária. Temos todos os recibos dos pagamentos conosco”, conta o funcionário de outra empresa que utiliza as dependências do imóvel.
“Qualquer coisa que aconteça com os equipamentos utilizados pelas empresas de viação, equipamentos que, aliás, são particulares, o prejuízo será de nós, funcionários”, completou.
Ainda segundo o mesmo funcionário, as consequências pela falta do serviço de vigilância já puderam ser percebidas. “Além dos vidros da frente que foram quebrados depois que a prefeitura suspendeu o serviço, outros dados já foram causados. A única coisa que queremos é que a administração ou pague um vigilante ou que instale portões e grades mais seguras nas áreas de acesso do prédio. Nós mesmos pensamos em instalar um sistema de segurança eletrônica aqui, mas ainda não fizemos o orçamento para”, concluiu.

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